Rádio Cidade do RJ - 102,9 Mhz #Cap.4


FALSOS "ORFÃOS DA MALDITA" ATACAVAM A FLUMINENSE FM E POUPAVAM A RÁDIO CIDADE

Nota-se nesse período de 1995-1998 que, entre o coro dos que reprovavam a atitude "roqueira" da Cidade e o coro dos que condenavam as trapalhadas da Fluminense FM entre 1991-1994, aparentemente a Cidade tinha menor grau de rejeição. No entanto, como a Fluminense não tinha interesses comerciais, sua decadência, embora tenha de fato ocorrido, provavelmente foi agravada com uma armação, feita por gente que tinha profunda inveja do carisma da emissora niteroiense.
Muitos espertalhões, que se diziam "ouvintes da Fluminense", condenavam duramente a emissora niteroiense, condenavam a locução - de estilo "surfista calhorda" - e levavam ao exagero caricato as críticas divulgadas pelo mentor da Flu, Luiz Antônio Mello. O jargão "A Fluminense morreu" já era evocado em 1991, mesmo quando a emissora niteroiense priorizava apenas nomes populares como Nirvana, Ramones e Red Hot Chili Peppers.
De fato, havia ouvintes que sinceramente admiravam a Fluminense FM mas que faziam muitas críticas ao desempenho da emissora, entregue a uma equipe medíocre, que só fez desmoralizar a antiga rádio alternativa. Mas, ao lado deles, havia muito oportunista que não gostava de rock, mas que nessa hora vestia a pele de "tradicionais ouvintes da 'Maldita'", que exageravam no tom da revolta, visando extinguir a rádio.
Estranhamente, o coro dos que "metralhavam" a Maldita se amansou quando a Cidade passou a tocar rock, num desempenho até pior, constrangedor e desastrado que o dos últimos anos da Flu FM.
RhoodesPessoas que até boicotaram a Fluminense achavam "positivo" a Cidade tocar rock e quando alguém criticava a Cidade, mudavam de assunto, os anti-Flu FM que eram capazes de atacar até o Rodrigo Lariú do Midsummer Madness e ex-locutor da Flu, não tinham coragem de criticar sequer um locutor como Rhoodes (que ironicamente teve curta experiência como apresentador do "Hard Rock" da Flu FM, praticamente esculhambando o rock e depois migrando para a Rádio Cidade ainda como rádio dance).
Um dos problemas que muitos questionavam em relação à Rádio Cidade era que a emissora, então com dois anos de experiência do rock, nunca se atualizava nem se aprofundava no rock, se limitando apenas a "copidescar" o playlist da MTV (programa "Gás Total"), a ponto de só incluir "Perry Mason" do Ozzy Osbourne nas 10 mais da Rádio Cidade dois meses depois da música sair do playlist do "Disk MTV" (programa de parada de sucessos da Music Television Brasil) de tão exaustivamente martelada era no programa. Sendo mais claro, "Perry Mason" foi hit na MTV em 1995, e depois deixou a MTV para ser hit na Cidade, entre 1996 e 1997. Em outras palavras, a Rádio Cidade começou a tocar a música quando ela havia cansado os ouvidos dos jovens, que tanto viam MTV como ouviam a emissora carioca.
As críticas à Cidade tiveram auge em 1998, quando ninguém agüentava mais ouvir as mesmas coisas do rock. Naquela época, mesmo os roqueiros mais sensatos admitiam que a Cidade, tocando dance music, não repetia tanto as músicas (as 10 mais da fase dita "rock", por exemplo, só se alteravam substancialmente de quatro em quatro meses em média). A Cidade chega a ficar em 11º lugar no Ibope. Em abril de 98 a Cidade abandona o rock e extingue programas do gênero, como o próprio "Cidade do Rock", passando a tocar dance music e até a axé music baiana, através do programa "Timbalada da Cidade", de curta existência. Monika Venerabile continua na emissora, mas sua conduta profissional se orienta para o pop.

PS: Todo o material foi recolhido em sites da internet desconhecendo-se a autoria.

2011-11-29T22:00:00.000-02:00

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